sexta-feira, 11 de março de 2011

Whatever

Existem algumas palavras ou expressões que só têm sentido quando usadas em seu idioma original e, se traduzidas, não geram o mesmo “efeito”. Por exemplo, SAUDADE, é uma palavra que não possui tradução literal em nenhum idioma. Claro que você pode tentar usar um “I miss you” ou um “te extraño”. Mas nada transmite com tanta intensidade esse sentimento do que a palavra SAUDADE.
Porém existem outras que podem ter vários significados ou podem ser usadas em diversos contextos. A minha preferida é WHATEVER. Quando você está sem paciência e alguém fica enchendo querendo saber mil coisas, um WHATEVER diz tudo (na tradução mais básica: tanto faz!) .
Esse tanto faz pode ter um sentido negativo ou positivo dependendo do contexto. Pode ser usado com o objetivo de dizer “não encha o saco!” ou uma forma carinhosa (talvez até manhosa) de expressar a preguiça de decidir alguma coisa “ah! não sei, você escolhe”.  
Ou naquele momento em que você está puto com algo ou alguém e não tem mais o que dizer. WHATEVER resolve tudo (que se dane!). E como um dia um aluno me perguntou “WHATEVER é tipo...foda-se?”. Como vou dizer que ele está errado? Claro que a expressão também se encaixa nessa tradução.
WHATEVER também pode indicar indiferença. Segundo Wikipedia, pode ser usado como um bloqueio (ou melhor, um corte, um toco...), deixando a outra pessoa sem chance para uma resposta. Qualquer coisa que façam ou digam pode, simplesmente, ser ignorada/bloqueada com um poderoso WHATEVER.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Viver e não ter a vergonha de ser feliz!*


Por que as pessoas acham que para você estar feliz precisa estar apaixonada? Desde o início do ano as pessoas vêm me perguntando “Você está namorando?”. A justificativa para tal pergunta é sempre a mesma: “é que você anda mais sorridente, com brilho diferente no olhar, se vestindo diferente”...e por aí vai.
Primeiro, para ficar bem claro: não, não estou namorando! (e nem à procura de um namorado). Feliz? Sim e muito! Mas minha felicidade não é consequência de estar apaixonada por alguém.
Essa “mudança” no meu comportamento é apenas resultado de um trabalho intenso que fiz em 2010. Parei de jogar a responsabilidade de ser feliz em outra pessoa. Do tipo “quando eu casar serei feliz” ou “quando eu conseguir tal emprego aí sim serei feliz”. Percebi que isso é uma ilusão.
Então parti para uma busca pessoal, tentando me encontrar e encontrar um sentido (uma direção) para minha vida. Não foi nada fácil, mas garanto que está sendo muito gratificante. É bom demais você se sentir feliz simplesmente por ser quem você é, por ter a vida que tem e, principalmente, por saber aonde quer chegar.
Esse sorriso bobo que dizem que está em meu rosto e o brilho diferente no olhar tem nome sim, mas não é namorado ou algo do gênero. Posso dizer, com convicção, que a felicidade que sinto traduz minha satisfação pessoal, profissional e espiritual.
E como diria minha psicóloga “se você não é feliz como está, também não será feliz quando for como pensa que deveria estar”. Resumindo, se você não se aceita como é e não é feliz assim, não será um emprego novo, um namorado ou marido que te fará feliz.
Em um ano de terapia eu aprendi a ser feliz por mim mesma. O resto é consequência!  

* música: "O que é, o que é?", de Gonzaguinha

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Novos hábitos


Sabia que podemos criar novos hábitos em um período de 21 dias? Três semanas são o suficiente para mudarmos atitudes e adquirirmos outras melhores.

O primeiro passo é definir o que você quer : parar de fumar, parar de beber todo dia, correr, fazer academia, estudar um novo idioma, escrever um diário ou atualizar seu blog, não comer doces, etc. Após a definição, decida se realmente quer essa mudança em sua vida e se está disposto a se empenhar para dar certo.

O segundo passo para fazer acontecer é lembrar-se ou ser lembrado da sua promessa: use um alarme do celular, peça para sua mãe ou outra pessoa te cobrar, mande um e-mail para você mesmo não esquecer, ou seja, obrigue-se a realizar a ação.

Muitas pessoas acham que os primeiros 10 dias são os piores, os mais difíceis. A motivação deve estar forte para a pessoa não desanimar e não desistir no meio do caminho. Uma forma de mostrar a evolução e o sucesso que você anda tendo é o uso de um calendário. Deixe-o em um lugar bem visível e todo dia marque seu progresso. Ver os dias sendo riscados pode ser um ótimo encorajamento para conseguir completar suas tarefas!

Um (a) parceiro (a) com o mesmo objetivo que você tornaria o novo hábito ainda mais fácil de ser adquirido, sendo que podemos dar força e ser apoiados nos momentos em que quisermos desistir!

E então, disposto a mudar sua rotina? Tem atitudes que estão lhe fazendo mal?

Lembre-se, são apenas 21 dias!

domingo, 30 de janeiro de 2011

Deixe a menina sambar em paz*

“Como é gostoso cair no samba”, já dizia o Fundo de Quintal. Quem me conhece sabe que sou pagodeira, sim! Sambar é bom demais, relaxa, alegra, traz boas vibrações. É só eu ouvir um sonzinho de pandeiro que já começo a mexer os pés ou batucar com as mãos. É automático. Impossível eu ficar parada a um sambinha.

Cresci ao som dos batuques nas festas da família. Os tios e primos cantando Gonzaguinha, Beth Carvalho, Martinho da Vila, Demônios da Garoa...e por aí vai. Sem contar os aniversários sempre embalados com nosso tradicional “Parabéns” em ritmo de samba e o hino da família. 

Gosto de samba de raiz, chorinho, pagode e todas as variações. E tenho minhas músicas favoritas, que embalam a trilha sonora da minha vida. Como ficar indiferente ao som de “Eu fico com a pureza da resposta das crianças / É a vida, é bonita e é bonita”? Ou ainda, com Zeca Pagodinho pedindo “Deixa a vida me levar, vida leva eu / Sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu”!

Termino esse post com outra música “Não deixe o samba morrer, não deixe o samba acabar”!




* música: Deixe a menina (Chico Buarque)

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A coragem para ser feliz

“Mesmo o mais corajoso entre nós só raramente tem coragem para aquilo que ele realmente conhece”- Nietzsche.

O medo do desconhecido nos impede de realizar muitas coisas. A maioria das pessoas não teria coragem de deixar sua vida, sua carreira, sua família, em busca de outras oportunidades em outros lugares, talvez até em outros países.

Existe a preocupação com o julgamento dos outros, principalmente das pessoas que mais gostamos, como nossos pais, irmãos e amigos. Mas, e se não somos plenamente felizes com nossa rotina, nossas perspectivas para o futuro?

Se toda segunda-feira é um martírio levantar da cama para começar mais uma semana, já temos uma dica de que não estamos totalmente satisfeitos com o rumo de nossas vidas. Lembrando que existem desânimos e desmotivações temporárias, fases ruins aparecem para todos, independente do nível de satisfação e felicidade em que se encontram.

É preciso ter coragem para abrir mão do certo e ir atrás do duvidoso! Se for realmente o que queremos e o que acreditamos que nos fará mais feliz a curto, médio ou longo prazo, não podemos deixar essa oportunidade passar...

Pessoas que se formam em medicina, mas querem ser educadores físicos. Mulheres que se graduam e decidem ser religiosas. Jovens que mudam de país em busca de melhores empregos, mesmo que primeiramente acabem lavando pratos, limpando ruas, o começo pode ser complicado!

Entretanto, se é o que queremos com todo nosso coração, as tempestades passarão e a felicidade virá posteriormente. Não desista de seus sonhos e planos!

Que o medo de decepcionar os outros e o medo do desconhecido não nos impeçam de lutar pela nossa felicidade. Não estamos aqui a passeio, se não está contente, mude, não desanime, corra atrás do que te interessa!!

**Dedicado a um grande amigo que tem me ensinado muito com suas palavras e atitudes. Conte comigo hoje e sempre :)


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Sentimento que hei de elucidar*

Disseram-me certa vez que saudade é coisa de brasileiro.
E estavam certíssimos, busquei em alguns dicionários a tradução para o inglês, francês, alemão, italiano etc.
Talvez minhas manhãs não tenham um sentido definido, não sei se é pela falta de café da manhã que não tomo há 22 anos, ou pela constante perda de horário (bendita função soneca). Mas, busco inspiração para sair e tentar mudar o mundo... que pretensioso!
Sabe, sentir algo que não consigo explicar é mais difícil do que escrever este texto para a MáFêr...
Desde tenra idade – não que eu tenha muita para compartilhar – vislumbrei a verdade como a chama que alimenta a lealdade, a fidelidade, a amizade e o amor perene.
Grande descoberta não é?! Sabe aqueles filminhos clichês de sessões das tardes inéditas, de babás que casam com o patrão ou das irmãs gêmeas que se encontram num acampamento a beira do lago? Tudo fantasia. Sim, não consigo acreditar que o amor seja tomado como base em contos de fadas ou em roteiros hollywoodianos que visam factualmente, o lucro.
Não vou ser tão insensível! Até mesmo porque sou sensível até demais. Choro em filmes de animação e dramas onde o foco central é poder entrar na sua mente e construir um mundo digno de se viver.
Eu sempre quis um namoro infantil. Explico: lembra do “Meu Primeiro Amor” [My Girl], com o Macaulay Culkin e a Anna Chlumsky? Tirando a parte das abelhas e do funeral, eu queria exatamente aquilo. Ser loiro e de olhos azuis... Brincadeira!! Ou não!? Enfim... queria poder acreditar que o amor é puro, sincero, jovem e nunca morre, mesmo que a pessoa amada não esteja mais do nosso lado.
Hoje eu tenho a esperança em poder sentir o amor novamente e não tenho mais o receio de não ser amado, pois, o amor próprio é mais importante do qualquer outra devoção, seja ela religiosa, ética ou profissional.
Abri mão de muita coisa para lutar por um amor que nasceu fadado ao insucesso.
Hoje recuperado daquele triste e maculoso fim, resolvi dar chance a mim mesmo! Parti para um novo caminho, reencontrar nos olhos da pessoa amada o vazio que nunca foi preenchido.
Disseram-se, também, que o que vem fácil vai fácil (easy come, easy go), deve ser a letra de uma música, creio eu.
Pois então, demorei cinco meses para abrir meu coração e perceber que sentimentalismo não é um defeito, é uma forma divina de amar.
Não cogito mais planos, mas não êxito em pensá-los. Não ouso mencionar o amanhã, mas não êxito em vivê-lo desde hoje. Não tenho medo de amar novamente, pois a recíproca é verdadeira.
Minha amiga magistrada e confidente disse: “amores vem, amores vão, hoje amamos, e amanhã desamamos, é o ciclo do amor” Triste realidade, mas pura verdade. Não estou apto a encarar um desamor, pois como disse o poeta “que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure”.
Mas asseguro-lhes, que esta chama eu alimentarei enquanto houver ar em meus pulmões, sangue em minhas veias, e força de vontade no meu interior. Amar não é pecado, e se o fosse eu seria um tremendo pecador.
Perdoe-me Deus, mas sentimentalizar o meu físico é a única forma de expressar minha louca forma de rezar. Penalize-me, deixando que eu possa demonstrar a cada dia o que eu sinto, mas jamais permitas que meu amor se transforme em “bom dia”.


* Texto escrito por meu amigo Marcos J. Felício

sábado, 22 de janeiro de 2011

Saudade



Uma vez ouvi falar que saudade é a vontade de viver novamente aquilo que já passou...
Falando assim parece triste, não?
Prefiro pensar em saudade como uma lembrança de algo que já foi e deixou muitas lembranças boas. E que, talvez, se tentássemos viver este momento de novo, não teria mais a mesma graça.
Portanto saudade é a lembrança gostosa de algo que foi único em minha vida e que agradeço a Deus, todos os dias, por poder sentir saudade de muita coisa que faz parte da minha história.
E, principalmente, por saber que viverei muita coisa boa ainda que sentirei saudade no futuro!
Assim, vou construindo minha história, trilhando meu caminho...único e maravilhoso!

* na foto: Avon-CO, lugar que morei por pouco mais de 3 meses e sinto saudade!