quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Comunicação: das cartas às mensagens inbox


Já parou para pensar como a forma das pessoas se comunicarem e se relacionarem muda rápido? Não vou nem voltar muito tempo para falar da evolução da comunicação. Vou apenas me deter no que presenciei desde que era criança.

Quando era criança lembro que quando eu queria falar com minhas vizinhas ou chamá-las para brincar, não usava telefone, internet ou celular. Eu apenas gritava o nome delas pela janela ou no portão de suas casas. Lembro até de uma vizinha que, até eu aprender seu nome, eu chamava de “menininha”. E a comunicação funcionava.

Na escola eram as trocas de bilhetes. Sem contar as diversas formas de comunicação não verbal que inventávamos para passar cola nas provas. Quando era aniversário de alguém ou na época de Natal, eram comuns as trocas de cartão (em papel mesmo, nada de virtual). Sem contar as cartas que trocava via correio com minha prima e minhas amigas. Cartas vindas de cidades a 100 km de distância e até do outro lado do mundo (que levava uma semana para chegar ao destino). Com as cartas eu me sentia mais perto destas pessoas, sabia das novidades e trocava confidências. 

Lembro, também, que por um período (década de 90) era comum as pessoas usarem o bip (pager), embora eu nunca tenha utilizado um. O telefone em casa era de discar, não tinha teclas nem visor digital. Telefone celular eu só tive quando estava no 2º ano da faculdade (1999). E só porque eu ganhei o que minha irmã não iria usar mais, pois eu não via necessidade de ter um no momento.

Internet eu tive acesso um ano antes do celular, quando entrei na faculdade. E, mesmo assim, o uso era restrito aos fins de semana ou só após meia-noite. E tinha que ter um pouco de paciência com a conexão discada até conseguir o acesso. E-mail quase não usava. O canal de comunicação instantânea principal era o ICQ. Só que, mesmo assim, não supria a comunicação via telefone. Ouvir a voz ao telefone de quem estava longe, ainda era melhor do que a conversa fria pelo computador.

Hoje tudo mudou. Não vivo sem meu celular. Telefone, quase não uso. Ou uso apenas para agendar consultas ou ligar para 0800 reclamando alguma coisa. (Não entra aqui o uso no trabalho, que aí é outra situação). E-mail é indispensável e qualquer coisa enviada por e-mail vira documento. Não posso deixar de citar o MSN (que foi anunciado seu fim recentemente) e o Orkut (quase em extinção). 

E o que falar do Facebook? Não precisa ser um intelectual para dizer que o Facebook revolucionou a comunicação. Eu não passo um dia sem acessar. É no Facebook que converso com meus amigos todos os dias. É onde combinamos encontros, marcamos festas, contamos as novidades, damos e recebemos conselhos. Mas é no Facebook também que sabemos da vida de todo mundo, sabemos se tal pessoa viajou, casou, separou, se teve filho, mudou de emprego etc.

É uma exposição grande estar no Facebook. Mas é um “risco” que você assume quando entra para a rede social. E sabendo usar com bom senso, é um ótimo espaço para você se sentir perto de quem mora longe ou então compartilhar seus momentos com os amigos e familiares. O Facebook dá as opções de privacidade para você ter em sua rede só quem realmente lhe interessa. Portanto, se o Facebook é bom ou ruim, é resultado de como cada um escolhe utilizá-lo. 

E com as mudanças rápidas na comunicação, será que o Facebook tem vida longa? Será que Google + vai fazer sucesso algum dia? Ou uma nova rede social virá para substituir todas as outras já citadas? Não tem como prever qual será o futuro da comunicação. Só sei que com tanta tecnologia, a comunicação ao vivo não é mais a mesma. E, mesmo em reuniões de amigos e família, muitos não desgrudam da vida virtual...Qual será o próximo passo? Façam suas apostas!

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