Inspirada no post do blog da minha amiga Pri vou tentar listar aqui 10 coisas que eu não gosto. Nunca tinha parado pra pensar nisso ou fazer uma lista. Na verdade não tenho nem minha lista das 10 coisas que eu adoro (quem sabe num próximo post?). Então vamos lá...pensando e escrevendo...
1. Tempero verde
Sim, assim como meu pai, eu odeio essas coisinhas verdes que insistem em chamar de tempero: slasinha, cebolinha, cheirinho verde.
2. Azeitona
Pior que os temperos verdes é a azeitona. Os temperos ainda eu tiro quando encontro e deixo no cantinho do prato sem problemas. Mas a azeitona não adianta tirar, pois o gosto fica na comida toda.
3. Doce com salgado
Não curto essas misturas de comida salgada com doce. Adoro os dois, mas separados! E ainda não sei porque colocam queijo (às vezes muito queijo) em pizza de chocolate em algumas pizzarias...doce é doce e salgado é salgado!
4. Open boots
Sei que é moda, mas não curto. Tem algumas pessoas que ficam bem com este tipo de calçado...mas eu não consigo achar bonito.
5. Brinquedos que viram de cabeça para baixo
Pois é...esses brinquedos que fazem o maior sucesso em parques de diversão (como montanha russa com looping, enterprise e outros que, além de virar, ainda chacoalham) não curto nem um pouquinho.
6. Carnes estranhas
Assim como minha amiga listou esse tópico no blog dela, eu também não gosto de carnes estranhas (fígado, língua, músculo, moela, coração e por aí vai).
7. Robert Pattison (junto com a moda de vampiros)
Já que é para concordar com a Pri, também não acho nada nesse Robert Pattison e não aguento mais ver milhões de lançamentos de livros, filmes e seriados sobre vampiros.
8. Saladas
Sei que é necessário comer saladas, mas não gosto mesmo! Não vejo graça em comer folhas verdes e outras verduras. Mas pra não dizer que não como nada de salada, eu como tomate e pepino.
9. Cerveja
Não gostar de cerveja não quer dizer que só bebo refrigerante ou suco. Acho cerveja amarga demais. Já tentei tomar algumas vezes, mas não desce. Prefiro bebidas mais doces ou uma boa caipirinha!
10. Calça saruel
Pra mim esse tipo de calça parece que...deixa pra lá, melhor não comentar.
Bom, não foi tão fácil, mas consegui fazer minha lista!
sábado, 4 de setembro de 2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Mocinhos e bandidos
A vida não é como um roteiro de novela ou filme, onde todo mundo sabe quem são os mocinhos e bandidos. Na vida real definir quem é “mocinho” ou “bandido” é muito subjetivo e depende muito mais do ponto de vista ou da experiência/convivência de cada um. Eu diria, ainda, que depende de compatibilidade de gênios, de afinidade ou da falta dela. Se nem Jesus Cristo agradou a todos, por que nós teríamos esta obrigação?
Ainda bem que “inventaram” essa tal afinidade, assim não somos obrigados a conviver com alguém que não simpatizamos ou fingir que amamos todo mundo. E justamente por não haver unanimidade na divisão de quem é “mocinho” ou “bandido” na vida real, ninguém é obrigado a odiar o outro só porque ele magoou/machucou seu amigo ou sua amiga.
Portanto ninguém tem o direito de pedir para o outro (mesmo que seja melhor amigo, pais, irmãos...) gostar ou desgostar de alguém conforme suas afinidades, mágoas, etc. Afinal quem é “mocinho” para mim pode ser “bandido” para meu amigo ou minha amiga e vice-versa.
Claro que às vezes tomamos as dores de quem é próximo, acabamos julgando o outro sem conhecer e podemos perder uma oportunidade de descobrir afinidades. Mas nada como o tempo e o bom senso para analisarmos cada situação, pois tudo pode ser reavaliado ao longo da vida e as pessoas podem ou não mudar de papel.
Ninguém é perfeito. Todos erramos e às vezes magoamos pessoas queridas, transformando-nos em “bandido” por algum tempo. Assim como “bandidos” se redimem e tornam-se exemplares “mocinhos”.
O importante é não se deixar influenciar por julgamentos de terceiros e seguir sua intuição sempre. O coração sempre tem a resposta para ajudar na escolha de quem devemos ter por perto. E lembre-se: nunca é tarde para voltar atrás e resgatar os “mocinhos” que se perderam pelo caminho.
Ainda bem que “inventaram” essa tal afinidade, assim não somos obrigados a conviver com alguém que não simpatizamos ou fingir que amamos todo mundo. E justamente por não haver unanimidade na divisão de quem é “mocinho” ou “bandido” na vida real, ninguém é obrigado a odiar o outro só porque ele magoou/machucou seu amigo ou sua amiga.
Portanto ninguém tem o direito de pedir para o outro (mesmo que seja melhor amigo, pais, irmãos...) gostar ou desgostar de alguém conforme suas afinidades, mágoas, etc. Afinal quem é “mocinho” para mim pode ser “bandido” para meu amigo ou minha amiga e vice-versa.
Claro que às vezes tomamos as dores de quem é próximo, acabamos julgando o outro sem conhecer e podemos perder uma oportunidade de descobrir afinidades. Mas nada como o tempo e o bom senso para analisarmos cada situação, pois tudo pode ser reavaliado ao longo da vida e as pessoas podem ou não mudar de papel.
Ninguém é perfeito. Todos erramos e às vezes magoamos pessoas queridas, transformando-nos em “bandido” por algum tempo. Assim como “bandidos” se redimem e tornam-se exemplares “mocinhos”.
O importante é não se deixar influenciar por julgamentos de terceiros e seguir sua intuição sempre. O coração sempre tem a resposta para ajudar na escolha de quem devemos ter por perto. E lembre-se: nunca é tarde para voltar atrás e resgatar os “mocinhos” que se perderam pelo caminho.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
by Paulo Coelho
"Preciso viver todas as graças que Deus me deu hoje. A graça não pode
ser economizada. Não existe um banco onde depositamos as graças
recebidas, para utilizá-las de acordo com nossa vontade. Se eu não
usufruir destas bênçãos, vou perdê-las irremediavelmente.
Deus sabe que somos artistas da vida. Um dia nos dá formão para
esculturas, outro dia pincéis e tela, outro dia nos dá uma pena para
escrever. Mas jamais conseguiremos usar formão em telas, ou penas em
esculturas. A cada dia, o seu milagre. Preciso aceitar as bênçãos de
hoje, para criar o que tenho; se fizer isso com desapego e sem culpa,
amanhã receberei mais".
(Paulo Coelho)
p.s.: ainda sem inspiração...rs
ser economizada. Não existe um banco onde depositamos as graças
recebidas, para utilizá-las de acordo com nossa vontade. Se eu não
usufruir destas bênçãos, vou perdê-las irremediavelmente.
Deus sabe que somos artistas da vida. Um dia nos dá formão para
esculturas, outro dia pincéis e tela, outro dia nos dá uma pena para
escrever. Mas jamais conseguiremos usar formão em telas, ou penas em
esculturas. A cada dia, o seu milagre. Preciso aceitar as bênçãos de
hoje, para criar o que tenho; se fizer isso com desapego e sem culpa,
amanhã receberei mais".
(Paulo Coelho)
p.s.: ainda sem inspiração...rs
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
ISSO DE AMIZADE...
(Artur da Távola)
Ah, esse fenômeno instigante, o das amizades que se mantêm independentes da convivência. Será amizade? Será saudade comum dos anos vividos em amizade? Será saudade dos anos felizes ou uma afinidade que se espraia no tempo? Não sei responder. Sei que com algumas pessoas – poucas – há uma insistência teimosa em desejar ver, trocar idéias e experiências, creio, pela certeza da reciprocidade e do “ser aceito”.
Sim, talvez seja a certeza de ser aceito, uma das maiores necessidades humanas neste mundo de incompreensões. Talvez seja a necessidade da existência de certeza prévia de acolhimento ao que somos, como somos e ao que pensamos, o fermento da amizade. O mistério da amizade talvez resida no alívio que traz a existência de alguém que nos acolha. Digo acolha e, não, recolha – aí já seria dependência de um lado e paternalismo do outro.
Acolher significa receber de bom grado, previamente, sem julgamentos ou resistências. É molesto o fato de que os seres humanos vivam a julgar e que suas opiniões prévias interponham barreiras na comunicação, dificultando-a. O mistério da afinidade consiste na inexistência das resistências ao outro, mesmo quando haja discordância. Isso não deriva apenas de afeto. Quantas vezes há afeto entre as pessoas sem, porém, a aceitação natural, espontânea e prévia?
Verifique nas amizades tidas e vividas ao longo da vida, o que delas restou. Haverá muita vivencia, boa e má. Raramente, porém, restará a amizade... Com os anos, vão se tornando escassas as amizades que atravessaram o terreno íntimo que lhes é próprio sem arranhões e sem mágoas, restando, como fruto, após ingentes experiências humanas e existenciais, apenas – e já é tanto... – a amizade.
Amizade é o que resta da amizade.
P.S.: sem inspiração para escrever, reproduzo um texto recebido por email
Ah, esse fenômeno instigante, o das amizades que se mantêm independentes da convivência. Será amizade? Será saudade comum dos anos vividos em amizade? Será saudade dos anos felizes ou uma afinidade que se espraia no tempo? Não sei responder. Sei que com algumas pessoas – poucas – há uma insistência teimosa em desejar ver, trocar idéias e experiências, creio, pela certeza da reciprocidade e do “ser aceito”.
Sim, talvez seja a certeza de ser aceito, uma das maiores necessidades humanas neste mundo de incompreensões. Talvez seja a necessidade da existência de certeza prévia de acolhimento ao que somos, como somos e ao que pensamos, o fermento da amizade. O mistério da amizade talvez resida no alívio que traz a existência de alguém que nos acolha. Digo acolha e, não, recolha – aí já seria dependência de um lado e paternalismo do outro.
Acolher significa receber de bom grado, previamente, sem julgamentos ou resistências. É molesto o fato de que os seres humanos vivam a julgar e que suas opiniões prévias interponham barreiras na comunicação, dificultando-a. O mistério da afinidade consiste na inexistência das resistências ao outro, mesmo quando haja discordância. Isso não deriva apenas de afeto. Quantas vezes há afeto entre as pessoas sem, porém, a aceitação natural, espontânea e prévia?
Verifique nas amizades tidas e vividas ao longo da vida, o que delas restou. Haverá muita vivencia, boa e má. Raramente, porém, restará a amizade... Com os anos, vão se tornando escassas as amizades que atravessaram o terreno íntimo que lhes é próprio sem arranhões e sem mágoas, restando, como fruto, após ingentes experiências humanas e existenciais, apenas – e já é tanto... – a amizade.
Amizade é o que resta da amizade.
P.S.: sem inspiração para escrever, reproduzo um texto recebido por email
quinta-feira, 22 de julho de 2010
...
Não é fácil se despedir de alguém que não queremos que vá embora...ontem fomos pegos de surpresa com a notícia do falecimento da pessoa que já era considerada de nossa família...25 anos de dedicação e carinho. Foi embora assim, sem avisar. A ficha vai demorar pra cair, mas o que consola é saber que ela era muito feliz com a vida que tinha. Sempre pronta pra ajudar. Não tinha tempo ruim. Ajudou a criar meus irmãos, meus sobrinhos. Quantas vezes ela deixava a família dela e dormia em nossa casa quando meus pais, por algum motivo maior, não podiam estar conosco. Cuidou de mim quando me recuperava das cirurgias. Ajudou-me quando eu precisava arrecadar dinheiro para as formaturas fazendo bazar perto da casa dela. Ela se encarregava de divulgar, chamar os vizinhos e organizar tudo no dia. Agora ela se foi deixando muita saudade. Amanhã quando eu chegar em casa para almoçar, não vou vê-la preparando o almoço. Não vou poder dizer "tchau, Dona Marcolina" quando estiver voltando para o trabalho após o almoço. Difícil acreditar ainda... :(
Obrigada por existir em nossas vidas!
Obrigada por existir em nossas vidas!
domingo, 18 de julho de 2010
Tempo de mudança
30 anos...a idade que eu temia tanto...agora vejo com outros olhos...pra mim tem sido a idade de mudança, ou melhor, de conhecimento e encontro (ou reencontro?) comigo mesma. Sempre achei que não seria fácil lidar com a nova idade. E não está sendo fácil, mas não por causa da idade e sim pela transição em que minha vida se encontra. Tempo de mudar. Difícil mudar certos hábitos ou crenças que me acompanharam por tanto tempo. Crenças irracionais e limitantes, que sem eu perceber, estavam me impedindo de seguir em frente.
Agora sinto que estou me tornando adulta (você pode pensar "só agora?"). Talvez pareça ser meio tarde para enfrentar a difícil tarefa da vida adulta. E não sinto vergonha em assumir essa minha fragilidade, de precisar chegar aos 30 para acordar pra vida. Estou aprendendo a lidar com isso, com ajuda de muita gente. Mas, principalmente, com a minha ajuda. Sei que por muito tempo, muita gente tentou me ajudar e sou muito agradecida pelo esforço de todos que se preocupam comigo. E hoje tenho certeza, que toda essa ajuda em todos esses anos, não foi em vão.
Por muito tempo esperei por um milagre ou que as coisas acontecessem naturalmente. Agora, estou indo atrás deste "milagre". Estou construindo esse milagre. Buscando em mim mesma a resposta, procurando e enfrentando o que por muito tempo eu fugi. Não é fácil aceitar que incoscientemente eu sou a culpada por me autoboicotar por todo esse tempo. Porém é preciso aceitar para mudar. É preciso ir em frente.
30 anos...tempo de mudança, de recomeço, de reconstrução...
Agora sinto que estou me tornando adulta (você pode pensar "só agora?"). Talvez pareça ser meio tarde para enfrentar a difícil tarefa da vida adulta. E não sinto vergonha em assumir essa minha fragilidade, de precisar chegar aos 30 para acordar pra vida. Estou aprendendo a lidar com isso, com ajuda de muita gente. Mas, principalmente, com a minha ajuda. Sei que por muito tempo, muita gente tentou me ajudar e sou muito agradecida pelo esforço de todos que se preocupam comigo. E hoje tenho certeza, que toda essa ajuda em todos esses anos, não foi em vão.
Por muito tempo esperei por um milagre ou que as coisas acontecessem naturalmente. Agora, estou indo atrás deste "milagre". Estou construindo esse milagre. Buscando em mim mesma a resposta, procurando e enfrentando o que por muito tempo eu fugi. Não é fácil aceitar que incoscientemente eu sou a culpada por me autoboicotar por todo esse tempo. Porém é preciso aceitar para mudar. É preciso ir em frente.
30 anos...tempo de mudança, de recomeço, de reconstrução...
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Seu copo está transbordando?
Eu sempre tive a mania de ajudar todo mundo, mesmo em momentos que eu precisava de ajuda também. É de minha personalidade ser uma pessoa agradável e prestativa, não negar ajuda nunca. Deixar minhas aflições de lado e me envolver com a aflição dos outros. Não cabe aqui falar dos problemas, mas sim do que aprendi recentemente. Um amigo me xingou um dia por tentar ajudar todo mundo, num momento em que eu não conseguia nem ajudar a mim mesma. Ele usou a metáfora do copo. Pediu para que eu pegasse um copo com água e bebesse até o fim. Aí ele me pediu um gole, mas eu não podia dar, afinal meu copo estava vazio. Tudo isso foi pra me mostrar que eu não podia oferecer para ele o que eu não tenho nem pra mim. E completou...enquanto meu copo não estivesse transbordando, eu não teria o que oferecer. A mesma coisa funciona com sentimentos. Se você não está bem emocionalmente, não pode ajudar ninguém, pois você é a primeira pessoa que precisa de ajuda. Mas quando o copo estiver cheio, ou melhor, transbordando novamente, você pode e deve ajudar quem precisa. Pois aí sim você conseguirá efetivamente ajudar sem esvaziar seu copo absorvendo problema dos outros. Para os outros posso parecer egoísta negando ajuda quando meu copo está vazio, afinal as pessoas me conhecem por ser assim, sempre prestativa. Mas aprendi que não só eu, mas qualquer pessoa tem que ser egoísta quando é necessário se reerguer. E não me sinto culpada por isso mais. Agora sei que só ajudo, quando efetivamente posso oferecer uma ajuda de verdade.
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